São Paulo, 27 de Maio de 2019

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Vuvu... o quê?

Escrita por: Redação Fellows Mkt & Co.
01/07/2010 17:36

As cornetas africanas geram surdez?

Dizem que ela está associada a práticas folclóricas africanas. Mas dizem também que é produto da invenção recente de um cidadão da África do Sul. Dizem que é divertida. Mas dizem também que não tem graça nenhuma...

Entre tantos comentários, o fato é que plateias de todas as nacionalidades adotaram as vuvuzelas. Mas nem todos nelas.

Ou seja: vuvuzelar não é unanimidade entre todos os torcedores, embora nas torcidas pareça que sim. Ruim para quem não gosta do som. E um problema, visto que um único vuvuzeleiro pode atormentar dezenas de colegas de arquibancada. E se na audiência de seu ruído for considerada também a transmissão das rádios, TVs e sites que cobrem os jogos, o número de incomodados se multiplica pela escala de milhões. Prazer de uns, tormento de outros.

Mas numa coisa as vuvuzelas são democráticas: o prejuízo auditivo que cada uma pode provocar ataca a todos que estiverem em sua mira. Matéria publicada pela revista Veja (23 de junho de 2010; de Fábio Altman com reportagem de Alexandre Salvador) informava que onze voluntários examinados antes e depois de uma partida de futebol com 30 mil pessoas, realizada à véspera do início da Copa de 2010, comprovou significativa redução da capacidade auditiva desses torcedores.

Som e barulho.

Sons altos são sabidamente prejudiciais à audição. Ruídos ou músicas a partir de 85 dB – um pouco menos do que o produzido numa região de tráfego pesado – já podem causar dados. A intensidade desses danos depende, porém, também do tempo de exposição da pessoa.

O volume de ruído estimado de uma boa vuvuzelada produz 140 dB – sendo mais intenso do que o produzido por uma motosserra em pleno funcionamento (110 dB) ou a turbina de um avião (120 dB). E tão alto quanto o disparo de um revólver. A exposição prolongada a ruídos de tal intensidade pode realmente ferir os tímpanos, comprometendo a capacidade auditiva.

Mas o que é uma exposição prolongada? Alguns anos? Dois meses? Ou umas três ou quatro Copas do Mundo? Nada disso: bastam 2 horas – modestos 120 minutos – para que um ruído com tal intensidade possa causar problemas. E não vale querer apostar que um jogo de futebol dura dois tempos de 45 minutos – menos, portanto, do que as 2 horas problemáticas. Porque é claro que o show das vuvuzelas não começa com a bola rolando, não termina com o apito final e não dura uma partida só.

E no Brasil?

Muitos brasileiros já se perguntam: será que essa mania africana sobreviverá até 2014, quando a Copa será aqui? E será que vai ser copiada nos jogos estaduais, por exemplo?

Além da preocupação com a saúde auditiva talvez possa ser observado o quão ingrata pode ser a ideia de se pagar US$ 139 (valor médio do ingresso nos jogos da África do Sul em 2010) para ouvir tanto barulho.

Naturalmente ninguém vai a um jogo num estádio para buscar silêncio. O barulho, os gritos da torcida e dos jogadores, o som do apito do árbitro e a emoção natural das partidas com certeza fazem parte do espetáculo. Mas se houver tanta corneta, será que vai dar para ouvir alguma outra coisa?

Pompeia: Rua Tavares Bastos, 425 - (11) 3674-4444 - De 2ª a 6ª das 8h às 18h e aos sábados das 8h às 16h.